segunda-feira, 15 de agosto de 2011

SESSÃO CULTURA - LITERATURA BRASILEIRA


MACHADO DE ASSIS - QUINCAS BORBA -
Boa Tarde; Caros amigos internautas.
Comecei a ler domingo(14/08) um clássico da literatura brasileira, Quincas Borba, de Machado de Assis, Carioca que influenciou muito na literatura brasileira sendo considerado por muitos o maior nome literário nacional. Escreveu em praticamento todos o gêneros literários(romantismo;realismo;crônica etc.)






Quincas Borba é um obra ´´Romântica`` mais com algumas características realista; em que o autor utiliza muito do pessimismo e da ironia, utilizando de modo à criticar os costumes e a filosofia de seu tempo mas não deixando de lado características românticas.
Porém, a obra difere das raízes românticas por ser escrito em terceira pessoa, onde narra a história de Rubião, ingênuo rapaz que torna-se discípulo e herdeiro do filósofo Quincas Borba que é personagem de seu romance anterior(Memórias Póstumas de Brás Cubas) e que sendo enganado por seu amigo capitalista, Cristiano, e por sua esposa, Sofia(paixão proibida de Rubião), vive na pele todo o fundamento teórico do ´´Humanitismo``, filosofia fictícia criada por Quincas.
E aqui deposito em resumo à obra -

Pedro Rubião de Alvarenga, ex-professor primário, torna-se, em Barbacena, enfermeiro e discípulo do filósofo Quincas Borba, que lhe apresenta o Humanitismo, em que a razão do homem é sempre buscar viver e que a sobrevivência depende muitas vezes de saber vencer os outros. Borbas falece no Rio de Janeiro, em casa de Brás Cubas. Rubião é nomeado herdeiro universal do filósofo, sob condição de cuidar de seu cachorro, também chamado Quincas Borba.

Ele parte para o Rio de Janeiro e, na viagem, conhece o capitalista Cristiano de Almeida e Palha e sua esposa Sofia. Ingênuo, Rubião deixa-se guiar pelo casal. Instala-se num palacete e freqüenta a casa de Cristiano. Apaixona-se por Sofia, que lhe dispensava olhares e delicadezas insinuantes. Depois de muitos favores ao casal amigo, Rubião declara seu amor por Sofia, que, apesar de ter provocado a declaração, o recusa e se queixa ao marido. Cristiano não rompe com Rubião porque pretende lhe subtrair o resto da fortuna. Sofia apenas intuía sua condição de chamariz, mas daí por diante tem de exercê-la conscientemente. O amor não correspondido de Sofia desperta-lhe, aos poucos, a loucura.

Enlouquecido, pensa ser Napoleão e morre agonizante, dizendo: Guardem a minha coroa [...] Ao vencedor..., repetindo a frase "ao vencedor, as batatas" de Quincas Borba, que contou uma história em que duas tribos lutam por um campo de batatas mas cujos frutos só abastecem uma das tribos que não divide as batatas com a outra porque, caso o fizesse, segundo o filósofo, estariam sujeitas a inanição. Com a morte de Rubião, o último parágrafo termina explicando também a morte do cachorro do filósofo:

Queria dizer aqui o fim do Quincas Borba, que adoeceu também, ganiu infinitamente, fugiu desvairado em busca do dono, e amanheceu morto na rua, três dias depois. Mas, vendo a morte do cão narrada em capítulo especial, é provável que me perguntes se ele, se o seu defunto homônimo é que dá o título ao livro, e por que antes um que outro, — questão prenhe de questões, que nos levariam longe... Eia! chora os dois recentes mortos, se tens lágrimas. Se só tens riso ri-te! É a mesma coisa. O Cruzeiro, que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens.