quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Medo da nova gripe faz empresas mudarem de hábitos...


Controle sobre pessoal ficou maior. Em um restaurante de São Paulo, sirene lembra funcionários que é hora de lavar as mãos.
Não tem como esquecer. De hora em hora, a sirene lembra os funcionários de um restaurante que é preciso lavar as mãos.

Enquanto a vacina não chega, as estratégias contra o vírus se multiplicam. Na recepção de uma empresa é possível ver a primeira mudança na rotina por causa do medo da nova gripe. Todos os visitantes recebem um formulário que pergunta sobre sintomas e viagens. Se a resposta for positiva, a pessoa é encaminhada ao ambulatório.

Fomos para o ambulatório, mas só para gravar uma entrevista com a enfermeira Denise Bonfante: “Estamos recebendo muitas pessoas por causa da nova gripe. Têm medo, querem orientações, estão mal informados. Um simples espirro, uma tosse e já acham que estão com a gripe”.

Foi para tentar diminuir as dúvidas dos funcionários que uma empresa montou um comitê de crise contra a gripe A. “Temos procurado conversar com os grupos, formadores de opinião, para manter esse assunto sobre controle”, conta o gerente de Recursos Humanos Sérgio Nogueira Gonçalves.

Além de intensificar a comunicação, o comitê restringiu viagens ao exterior, reduziu o prazo para troca do filtro de ar condicionado de três meses para 15 dias e distribuiu kits com spray antisséptico e lenços de papel para todos os empregados.

“A mão é a parte mais sensível. Tocamos telefone, fechaduras, maçanetas, papéis em geral, então acho importante cuidar da limpeza das mãos”, diz a advogada Márcia Lan.

“Eu fiquei viciado no kit de higienização. Já virou uma mania”, admite o supervisor de Recursos Humanos Sérgio Freitas.

“Não há necessidade de se tornar um lavador de mãos de cinco em cinco minutos. Não precisa virar um vício. É importante lavar a mão com frequência, sempre que chegar em casa, sempre que vai comer, sempre que saiu de um local público”, aponta Ana Paula Castro, da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia/SP.

Vitamina C , florais e chás não previnem a gripe A. A automedicação é um grande risco

“Não buscar recursos que não têm nenhuma comprovação e nessa hora podem fazer com que retarde. Não perceba que está piorando”, completa Ana Paula Castro.

Nas escolas, a gripe não é a única preocupação. É preciso evitar também que os alunos percam conteúdo por causa do adiamento das aulas. Em Campinas, interior de São Paulo, alunos do terceiro ano do Ensino Médio estão recebendo material para estudar em casa.

A direção de um colégio na capital paulista também decidiu mandar lição de casa nas férias e vale nota. “Meus filhos estão trabalhando muito. Eles esquecem que sou diretora, reclamam com a mãe”, diz a diretora da escola Cláudia Tricate.

Segundo a médica Ana Paula Castro, existem estudos mostrando que a vitamina C não funciona para prevenção de quadros infecciosos. Ao contrário, tomar vitamina C em excesso pode causar dor de estômago e naúseas, sintomas que podem confundir o médico.

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